O Centro de Investigação em Género e Família (CIGEF) realizou uma conversa aberta para falar sobre a Igualdade de Género. Essa atividade aconteceu na quinta-feira, 06 de dezembro, no auditório da Escola de Negócios de Governação (ENG), no Palmarejo.

Os docentes Carla Carvalho e Emanuel Sousa apresentaram um conjunto de dados que revelam a situação da igualdade de género em Cabo Verde dando assim contributos para a conversa aberta que contou com participação dos discentes e docentes.

Durante a apresentação, a Dra. Carla Carvalho falou sobre a situação socioecónomica baseado nos quatros indicadores: autonomia económica, tomada de decisão, autonomia física e demografia.

Para a oradora Carla Carvalho, Cabo Verde desde 2012 tem melhorado os indicadores e diminuindo as disparidades de género, no entanto, deve-se continuar a trabalhar na promoção da igualdade de género para se conseguir alcançar oportunidades iguais entre homens e mulheres em todos os sectores de desenvolvimento.

“Os indicadores relativos à demografia dão-nos que 50% é do sexo masculino e 50% é do sexo feminino, em relação à chefia do agregado familiar também há uma percentagem equilibrada, mas na zona rural existem mais mulheres chefes de família contrariamente ao meio urbano”, avança a oradora Carla Carvalho reforçando que, por causa do fenómeno migratório, existem ilhas onde há maior presença de homens, como é o caso da ilha de Santo Antão e da ilha de Boa Vista e ilhas com mais presença de mulheres, por exemplo, a ilha de Santiago.

Por sua vez, o orador Dr. Emanuel Sousa abordou a lei da paridade que remete para a “partilha”, por isso os homens e as mulheres devem partilhar os mesmos direitos, principalmente na participação política.

“O homem e a mulher têm as mesmas capacidades, a mesma dignidade, e com o princípio da justiça devem estar num quadro de equilíbrio”, disse o Dr. Emanuel Sousa.

Realçou, ainda, que a lei da paridade não é para proteger as mulheres, no entanto as mulheres são as mais beneficiadas porque são as que têm vindo a sofrer mais discriminação, salientando que esse fator é urgente a sua resolução porque condiciona a resolução de outros fatores da igualdade de género.

Os oradores apelaram ao engajamento de homens nessa luta e a contribuição de todos para que possa existir uma maior igualdade em todos os sectores de desenvolvimento.

 

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